29 de março de 2014

nos tons de cinza
o sutil,
o marcado,
o contraste,
o vazio
o remanente,
o cheio,
que do foco nela veio
nessas sombras que gelam
sob o realce que revelam
no raio refletido
quase sempre distraído
nem questão faz de fazer
sequer um pouco sentido

nos tons de azul
o implícito,
as vezes sério, sempre místico

chamando ao infinito,
melancólico, restrito
frio e bonito
sem pressa, sem agito
sem atrito e nem conflito

gelado como a lua branca
pouco cinza, bastante ampla
no conforto, no perplexo
no céu e no reflexo

turquesa, anil
preto, branco. Frio.

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