30 de julho de 2013

e as coisas vão indo.
não do jeito que eu gostaria que estivessem indo, mas estão indo.
e até bem melhor do que eu imaginei.
aos poucos eu estou mudando coisinhas e tentando mudar mais,
e daqui a pouco vou estar mudado,  daqui a pouco tudo volta a dar certo de novo. daqui a pouco eu vou ser feliz de novo, daqui a pouco eu vou dormir satisfeito com o que tenho e o que conquistei de novo. daqui a pouco.

25 de julho de 2013

tive uma bela crise hoje.

acordei, fiquei um pouco na cama e uma hora desabei a chorar.
foi bem desagradável. não estava nada bem.

mas passou, segui o dia.

21 de julho de 2013

achei hoje uma coisinha,
na verdade não foi hoje,
mas tem uma coisinha que me faz bem,
espero que eu consiga focar nisso.


esse final de semana foi pra jogar no chão.
acordei hoje muito mal, muito mal.

e quando percebi, me peguei pensando em suicídio novamente.
tanto tempo que eu já não pensava nisso.
mas, como da outra vez, pareceu uma saída simples.
só acaba com isso e pronto. chega, sabe?

mas foi só um rápido pensamento. não pretendo fazer isso, sempre acreditei que não sou assim, tão egoísta.
mas, não nego, a vontade de viver se foi.
a vontade de tudo se foi, nada mais tem muita graça.

hoje eu percebi que eu não tenho nada pra fazer em um domingo como esse. tentei me lembrar do que eram feitos os domingos ha 2 anos atrás,
percebi que tinha coisas que já não tenho mais,
tenha gente pra conversar, tinha gente pra sair, comprar 2L de pepsi e fumar uns cigarros,
agora já não tem mais nada disso, já não tem mais nada
sábado a noite já não tem mais nada, nada já não tem nada.
é um recomeço,
a partir do zero
mas,
faz como?


agora me vejo nisso. percebo que alguns papéis foram trocados.
eu agora não tenho amigos, eu agora não tenho pra onde ir


coisas pra fazer, na verdade, eu tenho, milhões de coisas, mas não tenho vontade de achar uma inchada pra capinar ou ficar coçando o saco na frente da tv,
não quero fazer nada, nada tem graça, tudo é um pé no saco
vidinha de merda

18 de julho de 2013

é uma angustia.
imagens que estraçalham tudo por dentro. náusea.
 lembranças  do que foi, projeção do que é.
tudo embrulhado por dentro. sensação ruim.
tudo horrível.
está certo,  que eu estou precisando disso um pouco. eu nunca devia ter deixado a solidão, a melancolia e meus muros irem embora. nunca devia ter confiado, me deixado ir, me jogado.

mas não parecia, não imaginava,
e quando se é acusado de uma coisa, imagina-se tudo, menos que farão o que te acusam, né


mas é isso, é um tapa na cara,

mas é difícil,
parece mais difícil.
e é mais difícil,

só preciso conseguir aproveitar tão bem quanto antes, até melhor.

quem garante?
todos os planos jogados a baixo,

acordar, ir trabalhar, chegar em casa, se dopar e ir dormir. dormir e trabalhar.

16 de julho de 2013

acho que vou reativar isso aqui

preciso me estabilizar de novo. preciso desabafar de novo. dói de novo. parece quase pânico, algo não sai da cabeça, não interessa como está lá, mas está
 e não sai.

talvez eu reative. acho que vou tentar, nem me aguentam mais reclamar.
me sinto miserável, me sinto abandonado, como um sapato, que foi sendo usado até não se querer mais vê-lo. daí joga pro canto e compra outro ou seilá, só se deixa de lado.

não era pra ser assim.

em 2 anos atrás eu já tinha pegado outro rumo várias vezes. eu não precisava ter sido chamado praquele velho caminho e acabar fudido de novo.
sempre teve tudo pra dar errado, mas parte de mim sempre ignorou tudo aquilo
e ainda ignora.

quase nada parece que vale a pena,
nem sei pra que lado que segue, em que ponto fica parado. não sei o que que faz, o que que não faz.

mas fica alí, trancado logo abaixo da garganta, doendo, doendo.

deixei tanta coisa pra nada,
nada, nada nada


coisas que não voltam mais,




o tempo já parece tão curto e tão longo ao mesmo tempo,


precisava acordar e já estar com tudo passado.
mas não, fica latejando na cabeça o dia todo. e a noite toda.
me deixa em paz


já fui feliz sem nada. já fui auto suficiente, já gostei, gostei muito, da minha solidão, porque custa tanto a voltar também?
será que te perdi também?

nunca quis te deixar de lado solidão. te segurei pelas pontas por um bom tempo. até que acabei caindo lá.
nunca devia ter caído lá. isso acabou comigo, em vários meios.

mas e agora? faz o que?

eu não quero fazer nada. eu não tenho nada pra fazer.
não sei nem acabar isso