16 de julho de 2015

Dentre muitos rascunhos não terminados e idéias não mais pensadas, eu enterro esse pedaço de mim dentro dos próximos dias, encerro o blog e tento ser outro.
Mantenho a lista de metas, algumas idéias, algum poeminha insignificante como cristal no peito.
Encerro, sem chave de outro, sem gran finale, sem sair enquanto tá ganhando, sem se aposentar com categoria. Encerro como derrotado, como perdedor, como corno, como trouxa, como nada de mais, só risos a menos as vezes nas rodas de olhadas das ruas, das praças. Saio desiludido com a super vantagem de estar com carro, saio triste, saio acabado. Saio pensando em que deixei pra trás e que poucos se quer perceberam que aquele carinha lá nem mora mais aqui. Saio quase desmoralizado, desmontado e/ou quebrado, em peças, em caco. Saio enganado, saio sem grilo, saio na boa, todo desiludido. Saio sem medo, de cabeça baixa, de baixo me ergo, com o coração nessa caixa. Saio querendo ser outro, sem procurar mais achar sentido,  novo chega escondendo o meu coração partido.
Saio querendo mais, saio mandando pro inferno, saio levando pouco, 11 anos de inverno. Saio pra longe disso tudo que eu odeio, saio sem virar pra trás, sem ver pelo espelho.