29 de março de 2014

noite a dentro
como relento
aguardando
ansiosamente
por um pouco
 de um leve vento

mas só um pouco
sem sufoco

a lágrima que se torna sangue
obrigatoriamente, é trocada por distração
escorre e arde
papel papel
papel caneta

aquele diferente
que fica igual
naquela garoa
que a mãe diz,
que faz mal
acalma o nervo,
arrepia a pele,
acende o coração.

no azul da aurora
o arranhar da garganta diz,
assim como o nariz,
que ela tinha razão.
nem me arrependo,
diz ao fundo,
o gelado coração

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