bah,
eu to muito solitário
putaqueopariu
eu to falando sozinho feito louco
to a noite toda conversando sozinho feito louco
as vezes eu até paro o que eu estou fazendo pra debater com o vento
nossa, que merda, cheguei a ficar preocupado comigo mesmo
eu to muito sozinho, eu to muito reprimido
eu não converso mais nada que eu queira
eu acho,
não sei.
se pensar por um lado ta acontecendo uma coisa, se sentir por outro ta acontecendo outra coisa
eu não entendo
não muito bem
eu comecei a pensar uma coisa, eu não tenho certeza, mas minha etica ta louca sobre isso, ela não vê a moral claramente pra chegar a algum ponto.
eu acho que estou me aproveitando de uma meneira de algo,
duas coisas, bem similares
mas eu não sei se realemente estou
será que eu to me aproveitando de algo ou é coisa da minha cabeça?
caso sim, eu acabo me sintindo um idiota,
não é assim que eu quero ser
mas parece que eu dei uma volta toda sobre essa questão pra fazer a mesma coisa sem ser percebido
mas é?
não é?
é viagem?
eu ouço o contrario,
talvez eu seja sutil demais e por isso não apareça
talvez eu esteja me condenando
e eu não tenho ninguem pra conversar essas coisas.
eu precisava de outro eu. eu me entendo, eu não me ridicularizo, eu não me humilio. ao contrário dos outros. qualquer oportunidade, caem matando
eu acho que eu sou muito solitario, eu tenho que vir em um blog escrever pra mim mesmo sem dizer as coisas, tendo que disfarçar tudo porque nada pode ser notado.
acho que eu morro de medo do mundo, acho que eu fico dentro de uma caixa de metal rezando pra nada acontecer
por isso que eu estou sozinho
hoje eu percebi que algo que eu achava que tinha, ha anos, que era um merito meu, que eu tinha orgulho, que alguns tinham inveja, que eu achava que era algo realmente bom, que tinha dado certo nessa minha trajetoria de vida, na verdade, era ilusão. não pra só pra mim, pra todos.
é como se eu tivesse um troféu de outro maciço, lindo.
mas daí eu vi hoje, que ele é de papel. papel sujo. só tinha aparencia. até quando encostava parecia ser. mas não era. é só papel sujo.
e isso me deixa muito mais sozinho. eu preciso ser forte,
não sei se é drama meu, mas parece que eu não tenho apoio nenhum pra levantar, não tenho uma mão com força pra ajudar-me a erguer meu eu do chão. eu senti isso bem mais pesado depois dessa descoberta de hoje. eu achava que se eu caísse, meu troféu (daí vem a mistura das metaforas e figurações que vira uma coisa louca) me ajudaria a levantar, botar um band-aid no ralado do joelho. mas não. o que eu contava que ajudasse, só ri da minha queda. e até taca umas pedrinhas pra ver se eu tropesso. tudo de canto, tudo parecendo limds.
eu sou muito trouxa. todos choram e gritam pra mim. querem ajuda pra caminhar, pra levantar, pra pegar coisa na prateleira de cima.
mas depois que eu pego até a escada solta e vai embora.
-sabe, quando tem que pegar alguma coisa no alto com uma escada, daí alguem segura a escada pra ti subir.
é peguei a coisa, entreguei, largou a escada e foi embora com seu objetivo garantido. se eu vou chegar em pé no chão, foda-se. trouxa. tapado. servente.
eu acho que ninguem sabe muito bem quem eu sou e como minhas engrenagens giram aqui dentro. alguns chegam mais perto e notam que não é igual ao padrão. são peças exclsivas. algumas, não todas. mas pra engrenagem funcionar, todas tem de girar.
mas quem fica vendo engrenagens girar e tentando tirar as coisinhas que trancam sou eu. das engrenagens mal feitas dos outros. a produção em massa perde muito a qualidade. "feito a mão" - bem melhor
sei lá, eu sou dramatico, sempre fui. talvez eu que não enxergue as coisas e me faça de vitima e coitado. tenho medo disso.
mas se eu não pedir, ninguem me pega um lenço e entrega proximo ao meu rosto pra enxugar minhas lágrimas e os ranhos do meu nariz.
mas eu sinto que eu to alí,
alcaçando lenço pra todo mundo.
é drama meu?
eu queria saber
tenho medo que seja. odeio pessoas assim. não quero me odiar.
antes eu achava certas coisas e pessoas altamente toscas, idiotas, inuteis e babacas.
agora eu vejo que o que eu tinha era inveja. aquele bando de gente tosca e babaca,
ta bem feliz,
ta lá, comendo minha ex-namorada, comendo minha próxima namorada e todo mundo.
enquanto eu to aqui. sozinho, chorando em blog, porque né, somos contemporaneos, temos internet e computadores. faça tudo lá.
no papel é mais demorado, facilita a perda de ideias, quando termina de escrever uma, já esqueceu da outra. e eu não escrevo rapido, minha letra é ilegivel. blog é o caminho.
me ouve sempre,
exceto uma vez. uma vez eu escrevi um monte. daí travou o site quando eu fui postar. perdi o texto todo. não fazia ideia de como escrever de novo. hoje em dia ele salva sozinha a cada seiláoque. se der pau ta alí, sem a ultima frase, talvez.
e blog nunca vai ser perdido. da pra acessar de qualquer lugar, escrever de qualquer lugar. pode pegar fogo minha casa que vai ta ae natividade.
não sei o que seria de mim sem esse blog. minha cabeça ia ficar cheia demais, não tem ninguem pra ouvir, papel não da tempo de ir tudo. e acho que eu não me prestaria e escrever em um diariozinho não diaro
é, to solitario demais. vim aqui pra dizer que to ficando louco, acabei falando com o blog ao invés de falar sozinho. é menos pior, me sinto menos louco assim. mas acho que não vai parar, não posso passar 24/7 digitando no blog. mas eu passo bastante tempo pensando
e pensar dói
sozinho principalmente
existem teorias sobre variação hormonal masculina, similar a femenina, mesntruação e TPM. talvez eu esteja de "tpm" rs
me sinto um pouco diferente essa noite,
faria sentido, por mais gay que isso seja, whatever
9 de fevereiro de 2014
"movimento" "punk"
com ênfase nas aspas
acima, vou me referir a "cena" que vi mais de perto, os roqueiros de
Novo Hamburgo.
Fazem 3 anos já, creio eu. Lembro que eu via, passava,
sempre com vontade de estar lá, me sentia parcialmente incluído com o pessoal de
spikes e camisas de bandas.
Até que um dia consegui um contato, uma pontezinha,
Aos poucos, fui me incluindo, conhecendo mais de perto,
e quanto mais eu conhecia, mais decepcionado ficava,
achava-os cada vez mais fúteis e toscos.
Não estavam lá pela contracultura, pela parceria, pela
música, nem por nada disso. Estavam lá porque não tinham nada melhor pra fazer,
não tinham lugar nenhum pra ir, nem dinheiro pra nada. Ficavam ali pra fumar,
fumavam ali pra beber, bebiam pra fumar, às vezes iam a algum lugarzinho com
uma mesa de sinuca. Ideologia, política, sociedade, religião, nada disso, nem
sobre a musica em comum que ouviam sequer falavam, nada debatiam, nada faziam.
Reclamavam,
funkeiros e suas vestimentas ridículas e a clássica falta de
fones de ouvido. Mas acha que eles usavam fones? Acha que as roupas deles se
encaixavam discretamente na massa da sociedade dominante?
Até parece,, Falam mal,fazem igual.
Reclamavam
Preconceito contra eles, olham 'torto' para todos, ficam
pelas ruas expelindo fedor de cigarro e bebida barata, roupas, acessórios,
educação atitude, sempre do modo mais agressivo possível. O que sofriam não era
de pré-conceito sem base. Sofriam de um conceito já formado, baseado em fatos. A discriminação
contra eles, os próprios causaram.
Mas o pior é o preconceito vindo deles próprios. Senti na
pele.
Não toleravam quem não nasceu fudido, quem não curtia rock n'
roll, quem não se vestia rock n' roll, quem tem crença religiosa, por assim
dizer, "positiva", certos ramos do Rn'R também não era aceito,
julgavam todos, por qualquer detalhe, e ironicamente, reclamavam de serem
coitadinhos injustiçados que sofrem preconceito. Essa era a desculpa por serem
'revoltadinhos'.
Meu caso
Eu tinha meus 15-16 anos, usava all star, roupas pretas,
todas minhas camisas eram de banda (exceto uniforme escolar), tinha meu spike,
tinha meu bracelete de couro, usava lápis preto nos olhos e um moicano, raspado
a zero, que passou de 40cm de altura no seu auge, e em cor natural. Com isso,
mesmo nunca me declarando anarquista, nem esquerdista de nenhuma das formas,
muito menos punk, skinhead, oi!, ska, hippie, rastafári, grunge, sleaze,
hardcore, emo, nem porra nenhuma, pelo contrario, sempre tive cuidado pra nunca
me anunciar com rótulos, justamente para não me limitar.Maaas né, spike, all star, moicano, -aah, o carinha alí é punk anarco.
Aí é o primeiro pré conceito mal formado.
Daí vem outro, logo após-o cara mora no centro, playboy, tem grana,,
E assim aparece a junção dos dois pré conceitos e eu sou playboy pagando de AnarcoPunk
Porque pra eles, pra ser roqueiro tem que morar na vila e não estudo até o E. Médio. Aí tem essa questão de não ter a menor noção do que é ter dinheiro, a ignorância do que é que está em volta deles, mas esse é um ponto fútil,,
Ao contrario do outro ponto, que é não saber o que é a cultura punk.
Usando agora os três pioneiros do movimento: Ramones, Sex Pistols e The Clash.
Ramones não passava fome, tinham jaquetas de couro, drogas e uma gravadora. Naquela época, mal se imaginava internet, Eram conhecidos, porém, pelo mundo, tinham seus discos a venda até aqui no Brasil, que ta longe de ser 1º mundo até hoje, naqueles anos então..
Não existia 1/5 da globalização de hoje, mesmo assim, tocavam em nossas rádios.
Sex Pistols podiam até ser fudidos mortos de fome, mas
porra, a banda foi criada pra MARKETING, marketing pra uma loja de roupas. Porra,
isso é capitalismo puro caralho.
Agora já vamos ao The Clash, meu favorito. Querido FrontMan
da banda Londrina era filho de diplomata. Ele tinha dinheiro KCT. E era a banda
com o "som menos punk rock" das três, mas com o dobro de ideologia.
Essa ignorância sobre a cultura punk, e, também sobre toda a
cultura rock n' roll me da raiva. E esses merdas acham que são os Tr00. Vão se
fuder.
Já tive meus dias de anti capitalismo, lembro do James
Hetfield, em entrevista ao fantástico sobre o polemico Black Album, ele disse:
"Claro que queríamos dinheiro. Quem não quer?"
Fiquei com ódio na hora, já não sou fã de Metallica.Mas hoje, concordo. Com os dias passando, descobri que é verdade.
Sou capitalista e não tenho vergonha disso.
Mas, naqueles dias, não era.
E por causa de um moicano e um apartamento de nada alugado fora
da vila, eu fui taxado como playboy pagando de punk. Até que um cara, com idade
entre 23 e 30 anos -não sei bem-,
resolveu fazer alguma coisa sobre isso. Foi intimidar um pirralho de 15 anos
com uma faca e uns 10 bêbados do lado, rindo. Por causa de um corte de cabelo.
Meus graandes amigos (sempre) deram 4 passos distante de
mim, cumprimentaram o cara, abraçaram, beberam da cachaça dele enquanto me
assistiam levando soco na boca e ameaças com faca.
Eu, que já estava me afastando daquele "movimento"
e aquelas pessoas, me afastei de vez, correndo.
Puro preconceito e discriminação de pessoas toscas, fúteis e
ignorantes que vivem pra reclamar que sofrem preconceito e discriminação. Irônico
né?!
Minha opinião também, nunca questionada. Só aparência e
endereço bastam. né
18:22
era essa a hora que eu temia
era tudo que eu queria evitar
era tudo que eu detestava
era o que já acabou com alguns dias meus
era o que me salvava
era o que eu trocaria por muitas outras coisas
era o que eu não explicava a reação
era o que não ia junto porque era o que acabava comigo
porque eu odiava ver se indo
por que em pouco segundos
eu trocava meus 15° por 28
era essa a hora que eu temia
era tudo que eu queria evitar
era tudo que eu detestava
era o que já acabou com alguns dias meus
era o que me salvava
era o que eu trocaria por muitas outras coisas
era o que eu não explicava a reação
era o que não ia junto porque era o que acabava comigo
porque eu odiava ver se indo
por que em pouco segundos
eu trocava meus 15° por 28
14:11
essa era a hora que ela chegava
essa era a hora que eu esperava a semana toda
essa foi a hora que eu acordei hoje, de acordo com meu celular.
ignorei.
essa era a hora que me fazia feliz,
essa hora era todo que eu queria a seman toda
esperava
pra ficar alí,
só ficar alí, deitado
era tudo que eu precisava
um pouco de pele quente
ou fria
junto a mim,
deitado em baixo do edredon
babando o travesseiro
cuidando p não acordá-la
cuidando pras poucas horas não passarem muito depressa
era essa hora que eu esperava
era essa a hora que me fazia feliz
essa não, aquela
era aquela ligação,
aquela que me dizia que estava a poucos metros
aquela que me dizia que estava a esperar
aquela que significava que eu precisava escovar os dentes e abir a porta
aquela que as vezes me fazia arrumar a casa correndo
aquela que me fazia escolher uma banda dentre tantas
nunca sabia qual,
pra não repetir, pra não desagradar, pra não tirar o humor, pra não ser chato, pra não ser tosco, pra ser perfeito, pra tentar chegar perto. perfeito nunca foi, nunca é, nunca será, perfeição é ilusão, de todos os modos e meios em todas as chances
era essa a hora que eu esperava, era tudo que eu queria
****
essa era a hora que ela chegava
essa era a hora que eu esperava a semana toda
essa foi a hora que eu acordei hoje, de acordo com meu celular.
ignorei.
essa era a hora que me fazia feliz,
essa hora era todo que eu queria a seman toda
esperava
pra ficar alí,
só ficar alí, deitado
era tudo que eu precisava
um pouco de pele quente
ou fria
junto a mim,
deitado em baixo do edredon
babando o travesseiro
cuidando p não acordá-la
cuidando pras poucas horas não passarem muito depressa
era essa hora que eu esperava
era essa a hora que me fazia feliz
essa não, aquela
era aquela ligação,
aquela que me dizia que estava a poucos metros
aquela que me dizia que estava a esperar
aquela que significava que eu precisava escovar os dentes e abir a porta
aquela que as vezes me fazia arrumar a casa correndo
aquela que me fazia escolher uma banda dentre tantas
nunca sabia qual,
pra não repetir, pra não desagradar, pra não tirar o humor, pra não ser chato, pra não ser tosco, pra ser perfeito, pra tentar chegar perto. perfeito nunca foi, nunca é, nunca será, perfeição é ilusão, de todos os modos e meios em todas as chances
era essa a hora que eu esperava, era tudo que eu queria
****
My girl make me ask her to leave.
My girl take her things and go to the dirtyer bus station.
My girl take a ticket.
My girl take a fun travel.
My girl dosent know where the bus is riding her.
My girl have no sure about where she wanna go.
My girl make me ask her to leave.
My girl take her things and go to the dirtyer bus station.
My girl stop at any new bus station.
My girl go to some long fun trip.
My girl take a lot of tickets,
My girl take a lot of trips.
My girl take a fun travel.
My girl make me ask her to leave.
My girl take her things and go to the dirtyer bus station.
My girl is traveling to the end.
My girl take a ticket.
My girl take a fun travel.
My girl dosent know where shes going.
My girl take a ticket.
My girl is traveling to the end
My girl is traveling to the end of the line.
****
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