19 de maio de 2014

ABdA

P2

Finjo que não
Mas meus erros me corroem
Se parar pra lembrar
Sou capaz de me matar
Finjo que não enxergo
Não quero. Me nego.

Como se fosse uma espiral
Quanto mais eu erro
Mais errante sou
A cada merda que faço
Mais no fundo estou

Eu finjo (que) tudo
Já está cicatrizado
Mas a espiral não para
Não me deixa de lado

Parece que quero
Parece que sou Feliz
Mas logo ao fundo odeio
Nem cuido do meu nariz

O reflexo do espelho
Mostrando tudo normal
Mas dentro do olhar é dor,
Magoa, caos

E quanto mais eu erro
Mais eu me arrependo
E quanto mais eu quero
Mais eu vou sofrendo

Se voltar fosse simples
Eu pegava e voltava
Mas como não é
Fico aqui
Sendo nada
O corpo ta ótimo
Já alma,
Quebrada


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