7 de maio de 2015

Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola sozinha
Cansada com minhas meias três-quartos
Rezando baixo pelos cantos
Por ser uma menina má
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida é não sonhar
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Bobeira é não viver a realidade
E eu ainda tenho uma tarde inteira
Eu ando nas ruas, eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar

Tô com essa música na cabeça,

Faz dias que tô querendo vir aqui,
Semanas na verdade,
Mas não tenho encontrado paz pra isso,
Ainda não encontrei, mas vim igual

Perdi o apetite essa semana, não consegui nem almoçar hoje.
Isso é estranho, não costuma acontecer, é mais pelo oposto mesmo,

Sem paz é estranho vir aqui, não dá pra soltar as coisas,  como eu geralmente faço.

As coisas estão se encaminhando bem,
Em parte, algumas foram pra vala já,
Mas o principal tá por vir, bem direitinho.
Tô com um frio na barriga. É o fim de uma era. É uma nova etapa da minha vida. Essa aqui tá acabando, pelo último fio.
O que eu levar levei, e o resto nunca mais

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