28 de novembro de 2011

eu lembro daquele dia,
naquele momento,
em que eu morri de medo
e pensava:
esse tempo todo esperando uma chance assim
e se não for agora
não vai ser nunca.


estou falando daquela vez,
sentado naquele degrau daquela casa desconhecida,
em que eu gostei dele e fiz questão de ficar lá,
exatamente porque não tinha muito espaço
e queria-te bem perto,
e que eu useu tuas unhas com esmalte prata descascando como desculpa para encostar em tuas mãos,
e segurar alguns dedos,
e te vi corresponder,
ignorando o esmalte,
segurando minha mão
aquela vez,
que eu toquei e destoquei teus lábios,
e toquei e destocava novamente,
buscando, segurando, fugindo, encontrando
aquela vez,
que eu finalmente te beijei

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