21 de novembro de 2010

eu lembro
das vezes que me matava escrevendo,
para parecer bom
com um tom poético
com intensidade
que a fizesse ler, reler, e algumas vezes voltar para ler de novo,
que tocasse um pouco mais fundo, um pouco profundo
que fizesse todas as outras palavras em volta parecerem toscas e idiotas
passava horas pensando na palavra certa pra terminar uma frase,
etcétera,etcétera, etcétera
 e agora eu sei
que nunca importou
foi todo um esforço em vão

e foi tudo simplesmente apagado
e esquecido
não fazia diferença mesmo

e eu não pude nem deixar meu esforço em vão comigo,
é como se o cara que inventou a televisão tivesse dado-a de presente
e daí ela foi para um lugar qualquer
e depois foi jogada fora
é,
ao meu ver fica assim

proxima vez que eu inventar uma tv eu faço outra e guardo pra mim,
por que eu sei
que vou assistir
e assistir
e voltar pra assistir de novo
sentindo a mesma coisa sempre


Até...

(agora eu vejo que minha LCD de 50polegadas pode ser substituida por uma PB de 10 ¬¬ ) [rs.]

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